Arquidiocese se solidariza com vítimas de incêndio em São Paulo

A Arquidiocese de São Paulo expressou solidariedade aos atingidos pelo incêndio que destruiu um prédio de 24 andares no Centro da capital paulista e também à Igreja Luterana que teve seu templo afetado pelo incidente.

O edifício Wilton Paes de Almeida, na região do Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo, desabou devido a um incêndio que teve início por volta das 1h30 do dia 1º de maio, no quinto andar e logo se espalhou por toda a estrutura.

O prédio era uma ocupação irregular. Segundo o Corpo de Bombeiros, o local era habitado por 372 pessoas, de 146 famílias. Por sua vez, a Secretaria Municipal de Assistência Social informou que os moradores foram atendidos e pretendem levá-los para um centro de acolhimento da prefeitura.

No momento em que o prédio caiu, um morador, identificado como Ricardo, estava prestes a ser socorrido pelos Bombeiros, mas acabou sendo levado com a estrutura que desabou. Segundo relatos, o homem já tinha saído do edifício, mas decidiu voltar para ajudar os moradores dos andares mais altos.

Peritos do Instituto de Criminalística de São Paulo analisam dois botijões de gás e outros objetos encontrados nos escombros para tentar descobrir como as chamas começaram. Além disso, estão sendo apuradas hipóteses como a de um curto-circuito.






Em nota publicada em sua página de Facebook, a Arquidiocese de São Paulo manifestou “solidariedade e proximidade às pessoas e famílias que foram vítimas do incêndio”.

“A pedido do Arcebispo Metropolitano, Cardeal Odilo Pedro Scherer, desde cedo, a Igreja tem acompanhado os desdobramentos da tragédia”, informou ainda na terça-feira.

Além disso, a Arquidiocese disse acompanhar “a busca de uma solução emergencial, para as pessoas atingidas”. Nesse sentido, “através da Cáritas Arquidiocesana será promovida uma campanha de doações em favor dos que perderam tudo no incêndio”.

“Tão logo essa ação estiver definida, será amplamente divulgada. Por ora, as doações estão sendo recolhidas na Cruz Vermelha”, assinala, acrescentado ainda a importância de “que as responsabilidades da tragédia sejam apuradas”.

Devido ao incêndio e desabamento do prédio, uma Igreja Evangélica Luterana, vizinha ao edifício, também foi afetada, sendo atingida pelos escombros.

Em entrevista ao Portal G1, o pastor Frederico Carlos contou que “praticamente sobrou o altar e a torre da Igreja”. O templo, inaugurado em 1908, é é patrimônio histórico tombado, tendo sido o primeiro em estilo neogótico da capital paulista, com vitrais produzidos pelo mesmo vitralista do Mercadão e do Teatro Municipal e um órgão de tubos alemão.

De acordo com o pastor Frederico, “todo o telhado da igreja foi comprometido, o forro de madeira original de 1908”, além da parede direita com os vitrais.

Diante disso, a Arquidiocese de São Paulo também se solidarizou com a “comunidade luterana, que teve sua igreja destruída no incêndio”.

“Já foram iniciados contatos para colocar algum templo católico à disposição da celebração dos cultos, enquanto a igreja não for reconstruída”, informou.

Nesta quarta-feira, os Bombeiros seguem com os trabalhos de buscas nos escombros. Segundo cadastro social da Prefeitura de São Paulo, 44 pessoas não foram localizadas. Porém, ressaltam que isso não significa que essas 44 estejam nos escombros, porque, como o edifício tinha grande movimentação, esses indivíduos podem não estar no local.

Acidigital